Porto Velho, ai vamos nós!
Amigos,
Eu e Antonio Torres embarcamos para Porto velho nos próximos dias. O Laboratório do Escritor acontece na cidade no dia 07! De lá mandamos notícias,
abraços,
Valéria Lamego
Amigos,
Eu e Antonio Torres embarcamos para Porto velho nos próximos dias. O Laboratório do Escritor acontece na cidade no dia 07! De lá mandamos notícias,
abraços,
Valéria Lamego
Hoje, Eduardo Bueno está em Boa Vista para ser entrevistado por Maurício Melo, nosso enviado. Peninha, como é conhecido o escritor e jornalista gaúcho, é o primeiro autor de não-ficção a participar do projeto Laboratório do Escritor.
AGENDA:
BOA VISTA 23/jul EDUARDO BUENO & MAURÍCIO MELLO
PORTO VELHO 7/out ANTONIO TORRES & VALÉRIA LAMEGO
SALVADOR 15/out LYA LUFT & VALÉRIA LAMEGO
BELEM 12/nov NELSON MOTTA & CRISTIANE COSTA
ARACAJU 26/nov ZUENIR VENTURA & VALÉRIA LAMEGO
NATAL 2/dez MOACYR SCLIAR & CRISTIANE COSTA
Marçal Aquino e Valéria Lamego deram uma série de entrevistas para o jornalista Mário Tomas, em Macapá.
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O dia lindo e quente em Macapá reservou para mim e Marçal Aquino, escritor convidado, muitas surpresas, além do calor e das novas pessoas que encontramos no caminhos. O encontro aconteceu no dia 09 de julho e fez parte das comemorações dos 200 anos do Banco do Brasil.
Hospedado na Fortaleza de São José, uma das maiores fortificações do período colonial, à beira do rio Amazonas, o projeto foi recebido por mais de cem pessoas, que durante duas horas ouviram e participaram com muito entusiasmo do debate sobre a criação literária e a situação da leitura no país. Contamos com a participação do escritor macapaense Tarso de Castro.
Precisamos conhecer melhor esse pais tão gigantesco e tão separado por distâncias mais econômicas e do que geográficas. Voltaremos a Macapá. E escrevo mais amanhã. abraços,
Valéria Lamego
Convidado do Laboratório do Escritor, o amazonense fala ao público acreano pela primeira vez
POR ANDRÉA ZÍLIO, especialmente de Rio Branco (AC)
Conhecido por seus romances e o estilo de escrever ímpar, principalmente com as peculiaridades de um amazônida que vive em uma metrópole e sabe explorar as lembranças da vida nortista misturadas à ficção, Milton Hatoum foi o escritor convidado para abrir seu baú de criação na estréia do projeto Laboratório do Escritor,
O encontro com o público pareceu mais um reencontro entre pessoas que compartilham a mesma realidade, uma afinidade que sintetiza a personalidade do escritor, afinal, Milton busca nas suas raízes uma maneira única de contar histórias. Como ele mesmo disse, não pensava em ser escritor, mas foi conhecendo os livros que a paixão pela arte foi despertada e desde então a vive com intensidade. Talvez seja esse um dos importantes ingredientes misturados à vida na Amazônia que o tornam um premiado escritor.
A experiência de vida, o bom ouvido e a paciência em escutar o que as pessoas têm a dizer, as origens, a exigência com o escrever bem são características que também podem ser usadas para explicar seu talento.
Mas, como imaginar respostas do que faz e como faz um escritor como Milton para colocar em papéis palavras que prendem a atenção de milhares de leitores? A tarefa parece não ser fácil e para isso o Laboratório do Escritor tenta encontrar uma maneira, o diálogo. Hatoum aceitou o desafio com os acreanos. Um bate-papo que durou cerca de duas horas.
O escritor fez diversas revelações, falou da infância à juventude, relembrou histórias junto a familiares acreanos que estavam na platéia, ressaltou a preocupação ambiental com a Amazônia. Hatoum mostrou indignação com governantes que não valorizam a educação no país, sobretudo a leitura, e elogiou os que possuem olhar atento e abraçam essa causa. O escritor fez questão de conhecer uma das Casas de Leitura de Rio Branco, que incentiva o hábito da ler em crianças, jovens e até idosos de bairros periféricos.
Quando perguntado se possui manias antes ou durante os momentos em que escreve, Milton negou ter qualquer um, mas revelou que tem alguns horários para escrever e nunca o faz dentro de casa - vai sozinho para uma sala alugada, tranca-se, esquece o mundo e viaja em seu imaginário. O resultado disso é um escritor da Região Norte que rompeu as barreiras da distância - e por que não do preconceito - e conseguiu se transformar em um dos mais renomados escritores brasileiros, com obras que despertam leitores em vários cantos do Brasil e do mundo.
| Projeto “Laboratório do Escritor” traz Milton Hatoum à capital acreana |
| 17/06/2008 - 12:45 | |
| Atividade faz parte da programação que comemora os 200 anos do Banco do BrasilNa próxima quarta-feira, 18, o escritor Milton Hatoum estará no Acre para bater um papo sobre a arte de escrever romances, contos e novelas. O encontro acontecerá no Teatro Plácido de Castro, às 19h. Hatoum virá à capital acreana através do projeto “Laboratório do Escritor”, criado pelas jornalistas Cristiane Costa e Valéria Lamego, em 2006, e que há mais de dois anos levam os mais importantes escritores nacionais a abrir a caixa preta da criação literária. O projeto é gratuito.
A vinda do escritor faz parte do calendário de atividades em comemoração ao bicentenário do Banco do Brasil, promovido pelo Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) Itinerante. Durante o encontro, o autor de “Relato de um Certo Oriente” e “Dois Irmãos” falará pessoalmente com seus leitores. A idéia do projeto é desmitificar a relação com a escrita, mostrando alguns aspectos concretos e outros mais abstratos do processo criativo. Entre as muitas questões a serem levantadas nesses encontros estão: se os autores fazem ou não pesquisa de campo ou em outras fontes; como enfrentam os momentos de dúvida, do bloqueio e da solidão; se vão direto ao ponto ou se precisam fazer sucessivas revisões e versões até achar o tom certo; como lidam com a eventual rejeição dos editores, sua relação com o mercado e com as críticas. Descendente de libaneses, Hatoum nasceu em Manaus em 1952, mas passou parte da infância no Acre. Um dos próximos projetos do escritor é produzir um livro de memórias, onde o escritor pretende eternizar a história vivida pelos pais no Acre, antes de irem embora para Manaus, onde se estabeleceram como comerciantes do ramo de tecidos. Sobre o escritor – Ensinou literatura na Univerdidade Federal do Amazonas (Ufam) e na Universidade da Califórnia em Berkeley e escreveu quatro romances: “Relato de um Certo Oriente”, “Dois Irmãos”, “Cinzas do Norte” (esse último vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura e todos os três primeiros ganhadores do Prêmio Jabuti de melhor romance) e “Órfãos do Eldorado”. Seus livros já venderam mais de 200 mil exemplares no Brasil e foram traduzidos em oito países. Milton Hatoum costuma, em suas obras, falar de lares desestruturados com uma leve tendência política. Em suas duas últimas obras “Dois Irmãos” e “Cinzas do Norte”, o escritor fez uma sutil crítica ao regime militar brasileiro. |
Viajando… o LABORATÓRIO DO ESCRITOR ganha asas e parte para uma grande turnê no Norte e Nordeste do país. Quem inaugura os eventos - que se estendem até dezembro, é o escritor manaura Milton Hatoum. A entrevista será no Teatro Placido de Castro, no Rio Branco, Acre. Lá, o autor de Orfãos do Eldorado responderá a mais de 40 perguntas do Laboratório.
Ana Maria Machado é uma pessoa solar. Nesta terça-feira, dia 13/11, ela encerrou o Laboratório do Escritor 2007 no Rio de Janeiro. Num misto de entrevista e grande aula, Ana Maria elaborou uma das mais belas imagens para decifrar o momento do escritor no ato da escrita: “É como uma grande onda, que não podemos deixar passar. Temos que domina-la como os surfistas”.
POR ANDRÉ LUIS MANSUR*
“Não sou masoquista. Se não adorasse escrever, já teria parado há muito tempo”. Essa foi a tônica da entrevista dada pela premiadíssima escritora Ana Maria Machado às jornalistas Cristiane Costa e Valéria Lamego, ontem (13/11/2007) na biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. A entrevista foi a última do ano do projeto “Laboratório do escritor”, que levou ao mesmo espaço em 2007 autores como Luis Fernando Verissimo e Carlos Heitor Cony. Bem à vontade diante de uma platéia cheia de admiradores (e algumas tietes), a autora, que já vendeu mais de dezoito milhões de exemplares de seus mais de cem livros no Brasil e em outros 17 países, começou descrevendo o seu processo de criação - o tema da entrevista -, mas foi se soltando e acabou falando com naturalidade de momentos mais intimistas da sua vida, como a luta bem-sucedida contra um câncer de mama e o início da carreira, quando exilada pelo regime militar e com dois filhos para criar descobriu que poderia se sustentar com a literatura, “ainda que levando uma vida espartana”.
O sustento, no caso, vinha de uma revista chamada “Recreio”, da editora Abril, que queria publicar autores que escrevessem para os jovens numa linguagem “que não fosse tatibitate nem nhemnhemnhem”. Para se ter uma idéia do nível da publicação, a revista também contava com colaborações de Ruth Rocha e Joel Rufino.Embora seja mais lembrada como autora de livros infantis e infanto-juvenis, Ana Maria falou dos seus contos e romances, dizendo que nunca sabe exatamente para qual público vai escrever quando começa a pensar numa nova história, ou se aquele livro vai interessar apenas a um tipo de público. “Tem sempre mais de uma leitura”, afirma ela, que escreve no computador desde o início da década de 1980, quando foi apresentada a um MacIntosh por uma amiga que vivia nos Estados Unidos. Leia mais »
POR AMANDA VIEIRA
Em Brasília, o Laboratório do Escritor é realizado sempre no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil. Sempre confortável e aconchegante, é bom que se diga. Mas o encontro com a escritora Lya Luft, no dia 30 de outubro, ocorreu no teatro. Nada seria mais adequado do que essa mudança: ao abrir das cortinas, Lya Luft foi recebida com muitos aplausos do público, já no início do espetáculo.
A platéia estava lotada, com um público bastante variado: de crianças e fãs maduros até pessoas que a conheciam simplesmente por seus artigos publicados na revista Veja. Lya abriu o evento ressaltando que cada escritor tem seu próprio modo de trabalhar e criar, e que cada pessoa também pode desenvolver o seu próprio jeito de escrever.
Sobre escrever livros, ela afirma com segurança: “Exerço minha arte, território da minha liberdade”. Lya conta que no início da carreira sentia certa dificuldade em assumir seu lado escritora; nos registros de hotéis, por exemplo, ao preencher o campo profissão, colocava professora, ou dona de casa, situação que hoje é diferente.
”Eu nasci pra isso mesmo, pra escrever livros” ela diz, sem sombra de vergonha.
O LADO ATOR - Lya também se considera uma atriz: ao escrever personagens e histórias, ela as vivencia, sente, se coloca naquela situação, como um ator, que precisa entrar na pele dos personagens para poder interpretá-los. Ao ter uma de suas obras adaptada para o teatro, ela confessa que se chocou um pouco com o sofrimento de seus próprios personagens: “mas será que eles são assim tão dramáticos?”, indagou-se.
Ao final do Laboratório, ela foi cercada por fãs. Literalmente. Ainda no palco, Lya Luft posou para fotos, autografou livros, conversou, deu entrevistas. Tudo muito tranqüilamente, sem pressa, sem afetação: como uma verdadeira Diva.
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“Lya, você escreveu esse livro pra mim!”
Lya Luft conta que ouviu essa frase dos editores estrangeiros com alguma freqüência, ao entregar o livro “Perdas e Ganhos”. O engraçado é que ouvi algo muito parecido de um amigo que me emprestou este livro. Ele disse:”Eu estava precisando desse livro!”.
Achei divertidíssima a parte em que ela descreveu a inveja no meio literário. Não sei exatamente que palavras ela usou, mas pra mim ficou assim: “tenho medo daquela lágrima verde que escorre do olho grande da inveja”. O legal é que ela pronunciou essa frase interpretando mesmo, parecia uma bruxa! Muito bom. Lya, você falou isso pra mim! Vou guardar e usar em ocasiões de inveja explícita :D.